A porta aberta está.

Rubro é o vestido.

Vem sem meias, Senhor!

Cantá-la, como poderei?

 

Mas canta por mim,

Canta manhã, verdura

Dos campos canta

Que nem tenho voz!

 

Ouço os seus olhos me contarem:

– Dormi, sonhei, morri, quem sabe!

Que mistério esta noite, meu amor!

 

Penso num vago luar, penso na estrela

Na andorinha do céu avoando, avoando.

Adeus – Julieta – vou fugir daqui!

 

 

Augusto Frederico Schmidt