No momento em que a sociedade brasileira debate a reforma trabalhista, nada melhor do que olhar para o passado através da fotografia. A oportunidade está dada pelo Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro, com a exposição “Assis Horta: Retratos”.

O fotógrafo que está com 99 anos de idade registrou os primeiros retratos para a carteira de trabalho, em 1943, ano em que foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pelo então Presidente Getúlio Vargas. São mais de 200 fotografias em preto e branco e em formatos variados, que tiveram curadoria de Guilherme Horta.

Exposição “Assis Horta: Retratos”

Para trazer esta exposição a público, que é desdobramento do projeto vencedor XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Funarte – “Assis Horta: A Democratização do Retrato Fotográfico através da CLT”, as empresas Epson do Brasil, Hahnemühle e Vivarte Molduras se juntaram à Funarte para apoio cultural. A produção das imagens é do Studio Anta.

O curador, que não é parente do fotógrafo, fala da fotografia nos anos 40 no Brasil: “Até então se destinava a retratar a sociedade burguesa, começou a ser descoberta pela classe operária. O retrato entrou na vida do trabalhador: realizou sonhos, dignificou, atenuou a saudade, eternizou esse ser humano, mostrou sua face”.

Natural de Diamantina (MG), Assis Horta manteve seu estúdio na cidade por mais de 30 anos, entre as décadas de 40 e 70, trabalhando com chapas de vidro.

 

 

Exposição “Assis Horta: Retratos”

Galeria BNDES

Rio de Janeiro

De 15 de março a 5 de maio

De segunda a sexta, das 10h às 19h

Visitas guiadas de segunda a sexta às 12h30; quartas e quintas às 18h15