Alessandro Sartore foi buscar na sua própria memória a música reproduzida dentro do Coreto onde monta a sua instalação ‘Fa pianger e sospirare’. O nome da exposição foi tirado de um trecho da canção italiana “Quel Mazzolin Di Fiori”, que Sartore ouvia na casa da família de ascendência italiana quando criança.

“Idealizei a manipulação do espaço de forma que ele voltasse a ter uma função regressiva, já que o público terá que adentrar o coreto para ouvir a música e visualizar a obra composta por luzes que emanam de uma gambiarra dourada, fumaça e uma bailarina de porcelana no centro de um banco. Se para ouvir música o público antigamente se reunia do lado de fora, agora terá que adentrar a construção existente para vivenciar outra forma de arte. Pretendo acionar, ao mesmo tempo, as memórias afetiva, visual e auditiva dos visitantes”, explica Alessandro Sartore.

Exposição “Fa pianger e sospirare”

“Sartore gosta de pensar na manipulação dos espaços como uma equação matemática. Imagina todas as informações agregadas ao seu trabalho como dimensões. São mais do que camadas sobrepostas, são planos cuidadosamente organizados que constroem espaços tridimensionais. Em ‘Fa Pianger e Sospirare’, percebemos claramente os diversos planos com que o artista construiu sua equação. A delicada porcelana, a luz, a fumaça e a música trazem para dentro do espaço o encantamento que antes dele saía”, explica a curadora, Isabel Sanson Portella.

 

 

Exposição “Fa pianger e sospirare”

Alessandro Sartore apresenta instalação de porcelana, luz, fumaça e música

Até 20 de agosto de 2017

De terça a domingo, das 10h às 16h30

Local: Coreto do Museu da República – Museu da República – Rua do Catete, 153, Catete

Entrada franca