Você já pensou em ficar no núcleo de um tornado ou ser embalado a vácuo? Ou então sobrevoar uma floresta e chegar ao espaço? Essas são algumas das experiências propostas pelo Festival Internacional de Linguagem Eletrônica que chega ao Rio e promete impactar o público.

Com o tema “a arte eletrônica na época disruptiva”, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) chega ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (13), com centenas de obras interativas produzidas por 85 artistas de diversas nacionalidades.

Criado por Ricardo Barreto e Paula Perissinotto nos anos 2000, o projeto propõe um mergulho no mundo das novas tecnologias através de obras que provocam experiências sensoriais e imersivas surpreendentes.

“A tecnologia funciona como inspiração e ferramenta. São muitas as abordagens ao longo desses 19 anos que a gente tem vivenciado nessas novas formas, plataformas e ambientes que possibilitaram a exploração desse processo criativo”, disse a curadora Paula.

A exposição oferece diversas possibilidades de imersão. Há obras criadas em plataformas de realidade virtual e playstation 4, jogo de sombras computadorizadas, selfies interativas, animações, entre outras. O visitante também pode interferir em obras já consagradas como no “Starry Night”. O artista grego Petros Vrellis dá vida a obra prima de Van Gogh (Noite Estrelada) e através de um tablet é possível adicionar rastros de luz em várias partes da imagem.

Os pixels mudam de velocidade com diferentes padrões de cores rapidamente, simbolizando a transferência de conhecimento. O resultado é impressionante. Como são dezenas de fios e conectores, é melhor não se arriscar a colocar a mão.

A artista carioca Celina Portella também integra a exposição com a obra “Video-Boleba”, onde bolinhas de gude surgem de dentro de um vídeo, através de um mecanismo acoplado a uma TV.

No “Nemo Observatorium 02000-02002”, o visitante senta em uma cadeira dentro de um cilindro de PVC coberto por plástico transparente. Ao acionar um botão, cinco ventiladores industriais fazem bolinhas de isopor se movimentarem por todo o cilindro criando padrões visuais cíclicos e tridimensionais.

“É lindo, parece que eu estou mesmo em um tornado. É uma sensação bem gostosa e você não é atingido pelas bolinhas” disse Tathiane.

 

SERVIÇO:

Entrada gratuita

Para evitar filas basta entrar no site da Eventim e agendar um horário. Você pode imprimir o comprovante ou levar o print da tela no celular.

Abertura: 13 de abril de 2018

Período da exposição: de 13 de abril a 04 de junho de 2018

Classificação: Livre

CCBB Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h

 

FONTE: O GLOBO