O Brasil, o Rio especificamente, mesmo permanecendo entre as dez mais da lista divulgada recentemente, pode comemorar a sexta posição do ranking mundial, de mostras realizadas na CCBB do Rio (Centro Cultural do Banco do Brasil). Mesmo assim, caindo cinco posições em relação a 2016, manteve as primeiras posições: “O triunfo da cor: O pós-impressionismo”, “ComCiência” e “Castelo Rá-Tim-Bum: A exposição”.

Campeã de 2016, “O triunfo da cor” (com obras de Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne e Matisse) foi vista nada menos por 749 mil pessoas.

A exposição “Mondrian e o movimento De Stijl”, que ocupa a sexta posição, montada no CCBB do Rio, foi uma das dez mais visitadas do mundo, segundo o ranking da “Art Newspaper”, que é uma publicação especializada em arte. Realizada entre outubro de 2016 e janeiro de 2017, teve um público de 515 mil pessoas e a média diária de 6.600 visitantes.

A mostra “Ex África” que deve fechar com um público aproximado de 260 mil pessoas.

A colocação do CCBB na lista da “Art Newspaper”, foi comemorada pelo gerente geral, Marcelo Fernandes, que no momento está em uma posição bem alta no pódio, e justifica o crédito à continuidade da programação e do trabalho junto ao público. Ele acredita que a instituição pode voltar aos primeiros lugares na lista do ano que vem.

Em 2017, a lista das exposições mais visitadas da “Art Newspaper”, o Museu Nacional de Tóquio, teve uma média diária de 11.200 mil visitantes para a mostra “Unkei- O grande mestre da escultura budista” e em segunda lugar, ficou “Icones de arte moderna: a Coleção Shchukin”, que levou à Fundação Louis Vuitton, em Paris, 8.900 visitantes por dia, em média, entre outubro de 2016 e março do ano passado.

O File (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), que está agora no CCBB, com a mostra “Disruptiva”, reune 120 trabalhos, e tem grande penetração entre o público jovem. Uma grande expectativa também será para a vinda da mostra do Basquiat no Rio e São Paulo. Jean-Michel Basquiat (1960-1988) foi um pintor norte-americano de ascendência afro-caribenha e expoente do neoxpressionismo. Ganhou popularidade, como grafiteiro na cidade de Brooklyn, onde nasceu. O público será grande para essas duas exposições.

O novo ranking mostra uma nova disposição mundial das exposições mais visitadas. Brasil, Reino Unido e Taiwan, que parecem mais cotados, abriram espaços para outros centros, como Espanha, França e Austrália.

Além do Japão, que aparece mais duas vezes entre as cinco primeiras colocações com O National Art Center de Tóquio, em terceiro, com retrospectiva do tcheco Alphonse Mucha e em quinta, com individual de Yayoi Kusama-, a China vem forte na lista de museus mais visitados: O Museu Nacional em Pequim, que ocupa um segundo lugar, com mais de oito milhões de visitantes pouco atrás do Louvre, em Paris, que mantém a liderança com 8.100 milhões de pessoas.

Colaboração: Tania Ignatiuk

Fonte: Jornal o Globo, Segundo Caderno.

 

1. “Unkei – O grande mestre da escultura budista” — Com média de 11,2 mil visitantes diárias, a mostra destaca o trabalho de Unkei (1.150 – 1.223), com obras de várias partes do Japão, inclusive as do templo Kohfukuji, em Nara. Foto: Reprodução

6. “Mondrian e o movimento De Stijl” — A mostra com obras de Piet Mondrian e de outros ícones do movimento da vanguarda holandesa conhecido como De stijl (O estilo) colocaram o CCBB do Rio na lista, com público total de 516 mil pessoas e média diária de 6,6 mil visitantes. Foto: Fernando Lemos