História da Fundação

Yedda Lemos Schmidt foi a responsável pela criação da Fundação Yedda & Augusto Frederico Schmidt. Viúva do poeta Augusto Schmidt, empenhou-se com muita garra, pois esse era o seu estilo, na viabilização de um futuro, para essa sua nova paixão.

Mulher de coragem, determinada, moderna, para uma época tão difícil, sentiu que precisava, fosse como fosse, colocar toda a sua energia nesse projeto de vida.

Vislumbrou o acervo do poeta, importante e rico, em termos de legado, e porque não reunir e organizar um encontro das culturas literárias e das artes?

Estimular o aperfeiçoamento intelectual e profissional dos talentos dos jovens, mediante a realização de estudos, pesquisas, promoção de cursos e exposições, e acesso a obras artísticas e literárias do acervo pessoal do poeta, era a sua meta.

Importante era perpetuar a imagem do poeta.

Yedda lavrou o seu testamento, em 10 de abril de 1989, no qual deixou, como disposição de sua última vontade, um legado constituído de bens imóveis; obras de arte, inclusive um quadro a óleo em que é retratada por Portinari; bens móveis; livros de autoria do poeta Schmidt e de outros autores que integravam o seu acervo pessoal.

No seu livro Antologia de Prosa, 2ª edição (2000), sob o título “Os Órfãos às Avessas”, Schmidt diz:

“Pergunto-me, no dia de hoje, mais de quarenta anos depois que eu tiver desaparecido, quem se lembrará de que passei por este mundo? Quem, abrindo os olhos da memória sobre a minha ausência, me reverá como estou revendo meu pai tão parecido comigo?”

A Fundação Yedda & Schmidt é a resposta à indagação do poeta!

O poeta continua vivo!