Por: Guilherme Soares Dias
vamp o musical ney
E se você tivesse a oportunidade de assistir ao vivo um dos seus personagens favoritos da história da televisão brasileira? Essa pergunta pode sair do campo da imaginação e se tornar realidade com o espetáculo “Vamp – O Musical”, onde Ney Latorraca e Claudia Ohana voltam a dar vida aos personagens Conde Vlad e Natasha, 26 anos depois da exibição da novela homônima, um dos maiores sucessos da nossa telinha.

 

A Fundação Yedda & Augusto Frederico Schmidt, entrevistou o ator Ney Latorraca, nosso icônico, Conde Vlad, para falar um pouco mais do retorno desse vampiro amado por todos. O ator conta que o espetáculo tem repetido o sucesso da novela. O Teatro Riachuelo, no Rio, tem sessões lotadas e o público infantil aparece com dentes e capas. Os pais vão reviver o saudosismo de uma novela de vampiros com pouco ou nenhum efeito especial. Hoje, o vilão evoluiu e está, segundo Ney, mais sábio. “Não morde mais qualquer um. Agora, ele morde quem quer”. Confira a entrevista completa:

 

Como surgiu a ideia de remontar a novela em um musical?

A ideia surgiu por meio do diretor Jorge Fernando, que dirigiu a novela em 1991.

Como está sendo reviver o mesmo personagem (Vlad) depois de 26 anos? Algo mudou na composição?

Na verdade, eu sempre falo que você fica com o personagem para você, na sua memória emotiva. Quando você vai refazer, mas em outro veículo, que é o palco, você tem que trazer outra composição, pois a resposta é mais imediata. Na TV você grava e aquilo vai ao ar depois. O público são os técnicos. No palco é diferente, ali é ao vivo. O personagem agora é mais sábio, mais inteligente, mais elitista. Não morde mais qualquer um. Agora, ele morde quem quer. E com mais humor e mais vivência, né?

Qual está sendo a reação do público? Havia um saudosismo em relação a esse personagem e novela?

Acho que a palavra certa é essa dentro da reação do público: saudosismo. Muita gente na época que tinha 12,13 anos. Esse é o público que está vendo o espetáculo agora. Muitos casaram, vão assistir e levam os filhos. A peça é livre (indicação de faixa etária), então as crianças vão com capa, com dente, sabe? É uma festa e o teatro está lotado. Na minha primeira aparição o público vem abaixo, sem eu falar uma palavra as pessoas aplaudem. A novela fez muito sucesso. Como Roque Santeiro é uma dessas novelas que ficaram. E na época não tinham esses efeitos (especiais), era um espetáculo 100% brasileiro, tanto o Vlad, quanto a Natasha são heróis brasileiros, não são importados.

Porque você acha que os vilões como o Vlad ganham tanto o coração das pessoas?

Por que por meio das vilanias, das maldades o público faz a sua catarse. Limpam, lavam a alma. As pessoas sempre torcem pelos vilões. Gente boazinha não tem vez, não.

Quais as suas principais lembranças da época da novela? Como era o Ney em 1991 e como é agora? O que mudou?

Eu acho que o que eu mais sinto falta é da presença da minha mãe. Ela morreu em 1994, em 91 ela acompanhava a novela, torcia. Então, eu gostaria que ela estivesse aqui acompanhando isso tudo. Eu não mudei muito não. Eu sou uma pessoa que, o que me mantem mais sólido é minha base como ator, meu caráter como ator, minha maneira de ser como profissional. Então eu me sinto como um ator saindo da escola de teatro. Com a mesma juventude, com as mesmas ansiedades e inseguranças também.

Colaborou: Rodrigo Schevenck

 

SERVIÇO:
“Vamp – O Musical”
Teatro Riachuelo Rio
Até 4 de junho de 2017
Horários e valores:
sábado 16h30, 20h30 | domingo 18h| quinta e sexta 20h30 (R$ 50 – quinta, sexta e sábado às 20h30: balcão); R$ 100 (quinta e sexta plateia e balcão nobre); R$ 130 (quinta e sexta: plateia VIP); R$ 120 (Sábado, às 16h30 e 20h30. Domingo: plateia e balcão nobre); R$ 150 (Sábado, às 16h30 e domingo: plateia VIP); R$ 180 (Sábado, às 20h30: plateia VIP)

 

Os ingressos estão à venda pelo site ingressorapido.com.br